Crítica: Alien: Covenant

Escrito por Eduardo Marchiori.

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Uma das estreias mais quentes desta semana é o filme Alien: Covenant, que dá continuidade à franquia Alien e é uma continuação direta de Prometheus (2012). O título do filme faz referência à nave espacial Covenant, que continua a exploração do universo em busca de planetas habitáveis para que a humanidade possa continuar existindo.

 Após um acidente que desperta a tripulação da nave de sua hibernação, os exploradores recebem o que parece ser um sinal de vida em um planeta próximo, fora da rota inicialmente traçada e decidem investigar, apesar dos protestos da capitã Daniels (Katherine Waterston, de Animais Fantásticos e onde Habitam, 2016).

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Katherine Waterston

Lá, o grupo encontra o androide David (Michael Fasbender), que chegou ao planeta após os eventos narrados em Prometheus, e passam a explorar o local com seu auxílio. É quando descobrem a raça dos Xenomorphos Aliens e aí a coisa começa a desandar, com os alienígenas invadindo os corpos dos tripulantes e colocando em risco toda a expedição.

Apesar da premissa ser bem interessante e ter tudo para ser um ótimo filme de suspense, não é isso o que acontece. O ritmo é lento - na primeira hora do filme não acontece praticamente nada e os personagens ficam num blá blá blá interminável explorando o planeta, com diálogos vazios e teorias existenciais. A coisa só começa esquentar na segunda metade do filme, com boas cenas de ação, mas que perdem seu impacto por serem totalmente previsíveis.

Mesmo o final, que traz uma reviravolta na trama, não surpreende ninguém, por ser algo totalmente esperado. Salva-se a interpretação primorosa de Fasbender, no papel dos androides David e Walter, cada um com uma personalidade diferenciada que o ator imprime com maestria. O retorno de Ridley Scott à franquia, que parecia uma ótima notícia, reserva apenas um filme regular, cheio de cenas clichê (tem até um banho erótico, com o ataque do monstro pela cortina) e que deve agradar apenas o público menos exigente. Já os fãs da franquia Alien, cabe esperar o próximo filme desta trilogia, para ver se o diretor acerta a mão.

Nota Meu Herói: ** ½ Nível de poder: Fraco |


RAPIDINHAS

Marvel Cancela 30 títulos de uma vez nos EUA

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A notícia-bomba da semana no mercado americano de quadrinhos é que a Marvel decidiu cancelar mais de 30 títulos com vendas inferiores a 20 mil exemplares. Para efeitos de parâmetro, as revistas mais vendidas da DC na linha Renascimento, superam os 90 mil/mês.

Entre as revistas canceladas surpreende que tenha alguns títulos com críticas bastante positivas, como Garota-Esquilo (que, inclusive, foi indicada ao Eisner Awards, o mais importante prêmio da indústria dos quadrinhos americanos, em dois anos seguidos) e Surfista Prateado (que ganhou o mesmo prêmio no ano passado). Outras revistas na linha de corte: Captain America: Sam WilsonCaptain MarvelDr. Strange and the Sorcerers SupremeSpider-Man 2099Tottally Awesome HulkUS Avengers, entre outras.

Não é de hoje que a Marvel vem sofrendo uma queda nas vendas de suas HQs. Nos últimos meses, a diretoria divulgou uma nota dizendo que os leitores estão descontentes com os personagens modernos e “engajados” e decidiu reformular sua linha editorial, retomando antigos conceitos. Portanto, não é de se espantar que a editora esteja cancelando títulos para, futuramente, relançar, com uma nova proposta. Vamos aguardar os próximos passos da Casa das Ideias.

Free Comic Book Day

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No dia 6 de maio aconteceu, nos Estados Unidos, mais uma edição do Free Comic Book Day, evento que consiste na distribuição gratuita de histórias em quadrinhos nas comic shops americanas. Realizado anualmente desde 2002, como uma iniciativa para atrair novos leitores, o FCBD acontece sempre no primeiro sábado do mês de maio.

Neste dia, as grandes editoras aproveitam para lançar edições promocionais de HQs para despertar o interesse do público. Neste ano, o grande lançamento foi a minissérie Secret Empire, que causou grande polêmica por revelar que o Capitão América sempre foi um vilão. Além dessa, também tiveram grande destaque HQs voltadas para o público feminino, como Super Hero GirlsBarbie Monster High e Lady Bug e o título do Underdog, baseado no famoso desenho animado da década de 1960.

Infelizmente, esse tipo de iniciativa só acontece nos Estados Unidos. No Brasil, quadrinhos gratuitos, só mesmo as voltadas para fim educacional, financiadas pelo Governo (geralmente, protagonizadas pela Turma da Mônica). Quem sabe, algum dia, as editoras se animem em produzir algum evento semelhante por aqui.

A Volta do Capitão R.E.D.

NOVOCAPITÃO

Cinco anos após sua estreia, a revista do Capitão R.E.D. terá uma reedição do seu primeiro número pela Editora Kimera. A publicação faz parte de um acordo entre o autor Elenildo Lopes e a editora, que consiste no lançamento de edições semestrais, de 32 páginas. O que significa que o personagem terá toda sua saga concluída, algo que não aconteceu anteriormente.

Além do herói militar, a Editora Kimera também publicará os dois álbuns Alfa: A Primeira Ordem, graças aos fundos captados pelo site Catarse, e o título do herói Lagarto Negro, criação de Gabriel Rocha.

As HQs já estão em produção e a previsão de lançamento é ainda para 2017.