Crítica dupla - Thor Ragnarok e Stranger Things 2 +

Escrito por Super User.

critica thorragnarok

Com direção de Taika Waititi, o filme Thor: Ragnarok estreou esta semana nos Estados Unidos, uma semana depois do Brasil, e já veio com a surpreendente marca de ser o filme da Marvel mais bem avaliado pela crítica especializada (cerca de 95% de avaliações positivas no site Rotten Tomatoes).

O longa-metragem – o terceiro solo do Deus do Trovão e o quinto da Fase 3 da Marvel – revela o destino de Thor (Chris Hemsworth) e do Hulk (Mark Ruffalo) após os eventos de Vingadores – Era de Ultron (2015), que terminou com Thor saindo em busca das Joias do Infinito e o Hulk fugindo numa aeronave dos Vingadores. O filme começa com Thor aprisionado e fugindo do cativeiro numa sequência de tirar o fôlego.

Em seu retorno a Asgard, ele descobre que Loki (Tom Hiddleston) substituiu Odin (Anthony Hopkins) – no final de Thor: O Mundo Sombrio (2013) – e parte em busca de seu pai. Então, o Deus do Trovão descobre que Hela, a Deusa da Morte (Cate Blanchett) se libertou da prisão onde se encontrava e se dirige a Asgard para tomar o trono e assumir o poder no Reino Dourado.

Quando tenta voltar para seu lar, Thor tem o caminho desviado e vai parar no planeta Sakaar, onde termina capturado e se torna uma atração da arena do Grão-Mestre (Jeff Goldblum), onde é obrigado a lutar com ninguém menos que o incrível Hulk. Assim, ele precisa convencer o amigo a voltar com ele para Asgard e salvar o Reino Eterno da dominação de Hela e da chegada do Ragnarok, que é o fim dos deuses na mitologia nórdica.

Com essa trama bem elaborada, o filme tinha tudo para ser a redenção do personagem, cujos dois longas anteriores são tidos como os piores do estúdio. No entanto, o excesso de piadas transformou um tema sério – o fim do mundo para os deuses – numa galhofa que tira qualquer credibilidade do roteiro. Cate Blanchett está divina como a deusa da morte e rouba todas as cenas onde aparece, mas só isso não segura a dramaticidade exigida pela história, que se perde entre tantas tramas paralelas.

O longa-metragem adaptou três grandes arcos das HQs: Torneio de Campeões (1982), Planeta Hulk (2006) e, claro, Ragnarok (2004). Com tanta história pra contar, o roteiro perde o rumo e atira para todos os lados sem se focar em nenhum. Não sabe se conta a história de Hela, sua origem e o ataque a Asgard, se apresenta as lutas de Thor e Hulk na arena do Grão-Mestre, se conta a história da Valquíria (Tessa Thompson) e do Executor (Karl Urban) ou se faz piada de tudo isso. Decidiram ficar com o último.

O bom humor é uma característica dos filmes da Marvel Studios e dá uma leveza que tem funcionado muito bem com personagens recém-adaptados como o Homem-Formiga e o Dr. Estranho. No entanto, para personagens como Thor e Hulk, que já tiveram sua personalidade formada em filmes com temática mais séria, transformar os heróis em palhaços é descaracterizar o trabalho que já foi feito. Não combinou e estragou o contexto.

O visual do filme é muito bem trabalhado e profundamente baseado na obra de Jack Kirby – os fãs mais antigos vão identificar personagens conhecidos na plateia do Grão-Mestre. As cenas de luta também são excitantes e a trilha sonora, capitaneada pela clássica The Immigrant Song, da banda Led Zeppelin, além da palheta de cores berrantes é uma viagem no tempo para as décadas de 1970/80, o que pode ser a salvação do filme e o motivo pelo qual as críticas têm sido tão positivas.

Contudo, para os verdadeiros fãs dos clássicos personagens e sua essência dos gibis, Thor: Ragnarok é uma decepção maior que Thor: O Mundo Sombrio, o longa anterior. A esperança de que o Poderoso Thor tivesse um filme à altura de sua importância se perdeu em meio à graça de copiar o estilo consagrado em Deadpool. Para Thor e seus amigos, desconstruídos até a alma, este filme representou exatamente o Ragnarok: é o fim dos deuses nórdicos no cinema.

Cotação: ** 

Nível de poder: Fraco |

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Crítica: Stranger Things 2

Foi mais de um ano de espera, mas finalmente estreou na Netflix a segunda temporada de Stranger Things, trazendo de volta as aventuras de Onze, Will, Mike, Dustin e Lucas contra as ameaças do Mundo Invertido. Com um episódio a mais que a temporada anterior Stranger Things 2 estreou no dia 27 de outubro, às vésperas do Halloween, numa estratégia para aproveitar o feriado americano e a temática do terror.

Desta vez, porém, a série provoca uma separação entre os garotos para mostrar que eles amadureceram após os eventos anteriores. O surgimento de uma nova garota na escola vai provocar uma rivalidade entre Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) enquanto que Will (Noah Schnapp) lida com os traumas de sua incrusão ao Mundo Invertido e Mike (Finn Wolfhard) se isola após a suposta morte de Onze (Millie Bobby Brown).

Claro que o grupo continua se encontrando na escola e também para jogar videogame na loja de Arcade da cidade de Hawkins, mas fica claro que a amizade entre eles não é mais a mesma. Onze foi resgatada pelo policial Hopper e é mantida escondida numa choupana na floresta, praticamente incomunicável com o resto da cidade, a fim de proteger a garota de ser perseguida pelas autoridades.

Um ano depois dos eventos da temporada anterior, Will tem visões de uma criatura gigantesca nos céus de Hawkins e é possuído por ela. Dustin encontra uma estranha criatura na lata de lixo de sua casa e passa a criá-la como animal de estimação, ao mesmo tempo em que as plantações das redondezas aparecem todas destruídas e Hopper descobre que o Mundo Invertido está invadindo nossa realidade através do solo. Enquanto isso, Onze foge de seu cativeiro e vai em busca de suas origens.

A nova temporada mantém o clima de saudosismo, com várias referências a obras dos anos 70 e 80, como O Exorcista, A Hora do Pesadelo, O Exterminador do Futuro, Mad Max, O Iluminado e obras de Stephen King (autor que os Irmãos Duffer, criadores da série, são fãs declarados), mas perdeu um pouco de ritmo em relação ao ano anterior. Com Onze praticamente fora da trama, vivendo uma história paralela que não se mistura à de seus amigos, a série perdeu muito de seu carisma original.

O maior destaque da temporada anterior não deveria ter uma participação apagada neste ano, vivendo uma trama totalmente fora de contexto que não contribuiu em nada para a história principal, além dos novos personagens terem sido “esquecidos” no final, como se nunca tivessem existido. Uma perda de tempo e de recursos.

Obviamente, isso não significa que a história seja ruim. Mesmo com alguns problemas de percurso e uma qualidade inferior à primeira temporada, a série continua excelente. É interessante notar que praticamente tivemos mais do mesmo: Will continua sendo o pivô das ameaças, o laboratório ainda é o local que realiza as experiências perigosas e coloca toda a cidade em risco, Winona Rider continua sendo a mãe histérica que não sabe o que fazer com o filho problemático, os jovens continuam num triângulo amoroso que não desata e o Demogorgon, agora em escala maior, ainda é o grande perigo a ser enfrentado.

Mesmo assim, o que seria motivo para crítica, acaba se tornando um alívio em saber que apesar de repetir a fórmula, Stranger Things manteve o clima tenso e a narrativa que prende a atenção, fazendo com que a gente não sossegue enquanto não terminar todos os episódios. Pra que mexer em time que está ganhando? Que venha logo a terceira temporada!

Cotação: **** 

Nível de poder: Máximo ||||

 

Rapidinhas

Salvat lança coleção de fascículos focada nos vilões Marvel

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A Salvat não dá descanso para os fãs de quadrinhos e investe em uma nova coleção de graphic novels, desta vez focada nos supervilões do Universo Marvel. A boa notícia é que, ao menos inicialmente, esta coleção é mais curta: terá apenas oito volumes. O esquema é o mesmo das já consagradas edições lançadas desde 2013: capa dura, papel couché, lombada artística.

Os-viloes mais poderosos marvel

A diferença está na arte mais simplificada na lombada e no preço bem mais salgado: R$ 54,90, segundo imagens postadas em fóruns de discussão da Internet. A coleção Os Vilões mais Poderosos da Marvel estreia apresentando o Caveira Vermelha, mostrando sua origem nas HQs em 1941, seu retorno na década de 1960 e uma HQ mais recente. Em seguida, virão: Dr. Destino, Magneto, Modok, Ultron, Thanos, Apocalipse e Venom.

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A arte da capa também chama a atenção pois se trata de uma composição que mostra o rosto do vilão sendo formado por imagens do herói que é seu arqui-inimigo. No caso do Caveira, o rosto é formado por imagens do Capitão América; o Dr. Destino tem seu capuz formado pelos membros do Quarteto Fantástico e assim por diante.

O leitor apenas deve ficar atento para o conteúdo das edições, pois algumas delas têm material já publicado várias vezes pela Panini e pela própria Salvat (caso da edição do Ultron, que republica as edições Avengers 54 e 55, lançada na Coleção Histórica Marvel Os Vingadores 4 e Coleção Oficial de Graphic Novels Clássicos XII, além do encadernado A Ira de Ultron, também lançado pela Panini). A estante vai ficar pequena com tantos lançamentos.

Agentes da Shield anuncia novos personagens

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Com data de estreia marcada para 1º. De dezembro, a série Agentes da Shield retorna para a quinta temporada com novos agentes. O novo elenco foi anunciado no feriado de Finados, pela Entertainment Weekly, revista especializada em entretenimento.

A temporada anterior, Coulson e os agentes foram capturados por figuras sombrias e Coulson enviado ao espaço sideral. Especula-se que a série apresentará a Espada (ou S.W.O.R.D., no original), órgão do Governo responsável por proteger a Terra contra ameaças alienígenas. Se isso vai ou não acontecer, ainda é um mistério, mas a EW trouxe uma prévia dos novos personagens que estreiam nesta temporada.

Deke, (Jeff Ward), um sobrevivente com mente avançada; Tess (Eve Harlow), uma engenhosa lutadora que luta pelos amigos; Flint (Coy Stewart), um jovem forçado a crescer rapidamente num ambiente difícil e Grill (Pruit Taylor Vince), o encrenqueiro da equipe. Agentes da Shield reestreia no dia 1/12, com episódio duplo, no canal ABC.

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