Críticas

Crítica: Mulher-Maravilha

580546

Depois de muita espera, finalmente chegou a vez da Princesa Amazona ganhar as telas em sua primeira adaptação cinematográfica, depois de mais de 30 anos da bem sucedida série de TV estrelada por Lynda Carter. Mulher-Maravilha estreia nesta semana com a responsabilidade de revitalizar o Universo DC no cinema, visto que as produções anteriores (O Homem de Aço, 2013; Batman v Superman – A Origem da Justica, 2016 e Esquadrão Suicida, 2016) não agradaram a totalidade dos fãs.

Crítica: Homem-Aranha: De Volta Ao Lar recupera frescor do personagem

Escrito por Eduardo Marchiori.

20251218 1531267430265954 864494872 o

O Homem-Aranha chega aos cinemas pela sexta vez, desde 2002, quando estreou o primeiro longa-metragem do herói, estrelado por Tobey Maguire. No entanto, é a primeira vez que o personagem é retratado com a fidelidade aos quadrinhos que os fãs esperavam.

O motivo é que a Marvel Studios produziu o longa, num acordo com a Sony Pictures, detentora dos direitos autorais do personagem desde os anos 1990, quando a Marvel licenciou seus heróis para escapar da quase falência. Depois de cinco produções - a trilogia dirigida por Sam Raimi, em 2002, 2004 e 2007 e o reboot “O Espetacular Homem-Aranha” 1 e 2, com Andrew Garfield no papel principal – o aracnídeo chega renovado, na pele do jovem ator Tom Holland.

Aos 21 anos, Holland é o mais jovem ator a personificar Peter Parker (Tobey Maguire tinha 27 anos e Andrew Garfield tinha 29 anos quando assumiram o papel, em 2002 e 2012, respectivamente) e isso garantiu uma característica básica do aracnídeo, que era adolescente quando adquiriu seus superpoderes, sempre envolvido com problemas típicos da idade, como estudos, namoradas, primeiro emprego e, nesta versão modernizada, videogames e vídeos no You Tube.

Crítica dupla - Thor Ragnarok e Stranger Things 2 +

Escrito por Super User.

critica thorragnarok

Com direção de Taika Waititi, o filme Thor: Ragnarok estreou esta semana nos Estados Unidos, uma semana depois do Brasil, e já veio com a surpreendente marca de ser o filme da Marvel mais bem avaliado pela crítica especializada (cerca de 95% de avaliações positivas no site Rotten Tomatoes).

O longa-metragem – o terceiro solo do Deus do Trovão e o quinto da Fase 3 da Marvel – revela o destino de Thor (Chris Hemsworth) e do Hulk (Mark Ruffalo) após os eventos de Vingadores – Era de Ultron (2015), que terminou com Thor saindo em busca das Joias do Infinito e o Hulk fugindo numa aeronave dos Vingadores. O filme começa com Thor aprisionado e fugindo do cativeiro numa sequência de tirar o fôlego.

Em seu retorno a Asgard, ele descobre que Loki (Tom Hiddleston) substituiu Odin (Anthony Hopkins) – no final de Thor: O Mundo Sombrio (2013) – e parte em busca de seu pai. Então, o Deus do Trovão descobre que Hela, a Deusa da Morte (Cate Blanchett) se libertou da prisão onde se encontrava e se dirige a Asgard para tomar o trono e assumir o poder no Reino Dourado.

Quando tenta voltar para seu lar, Thor tem o caminho desviado e vai parar no planeta Sakaar, onde termina capturado e se torna uma atração da arena do Grão-Mestre (Jeff Goldblum), onde é obrigado a lutar com ninguém menos que o incrível Hulk. Assim, ele precisa convencer o amigo a voltar com ele para Asgard e salvar o Reino Eterno da dominação de Hela e da chegada do Ragnarok, que é o fim dos deuses na mitologia nórdica.

Com essa trama bem elaborada, o filme tinha tudo para ser a redenção do personagem, cujos dois longas anteriores são tidos como os piores do estúdio. No entanto, o excesso de piadas transformou um tema sério – o fim do mundo para os deuses – numa galhofa que tira qualquer credibilidade do roteiro. Cate Blanchett está divina como a deusa da morte e rouba todas as cenas onde aparece, mas só isso não segura a dramaticidade exigida pela história, que se perde entre tantas tramas paralelas.

O longa-metragem adaptou três grandes arcos das HQs: Torneio de Campeões (1982), Planeta Hulk (2006) e, claro, Ragnarok (2004). Com tanta história pra contar, o roteiro perde o rumo e atira para todos os lados sem se focar em nenhum. Não sabe se conta a história de Hela, sua origem e o ataque a Asgard, se apresenta as lutas de Thor e Hulk na arena do Grão-Mestre, se conta a história da Valquíria (Tessa Thompson) e do Executor (Karl Urban) ou se faz piada de tudo isso. Decidiram ficar com o último.

Crítica: Liga da Justiça + ALFA

Escrito por Eduardo Marchiori.

bg

A Liga da Justiça chegou aos cinemas com a enorme responsabilidade de não apenas salvar o mundo nas telas, mas principalmente, salvar o universo cinematográfico da DC, que vem sofrendo com amargos fracassos de crítica desde seu início em 2013, com Homem de Aço e continuou em Batman v Superman (2016) e Esquadrão Suicida (2016).

É verdade que o longa-metragem da Mulher-Maravilha, que estreou junho, já tinha dado um respiro na escuridão dos filmes anteriores, mas a Liga da Justiça era a esperança definitiva do estúdio pelo peso de reunir seus maiores heróis na mesma história a exemplo do que sua concorrente, a Marvel Studios, já tinha feito anos antes, em Os Vingadores (2012).

A questão é que a tarefa não é das mais fáceis. Aliado ao fato das produções anteriores terem sua carga de desagrado, Liga da Justiça teve uma série de problemas de percurso, com a troca de diretores – Zack Snyder abandonou o projeto para dedicar-se à família após a trágica morte de sua filha, no início deste ano – cenas foram refeitas às pressas, o estúdio exigiu uma duração de duas horas (quando o previsto pelo diretor eram três) e a escolha de um vilão de baixíssimo apelo. Tudo apontava para mais um vexame nas bilheterias.

Não foi o que aconteceu. Apesar de tantos recortes, o resultado final ainda é um filme-pipoca que agrada e diverte. Grande parte desse mérito, sem dúvida, é do diretor Joss Whedon, que substituiu Snyder na finalização do longa e imprimiu muito mais leveza à trama. Conhecedor do universo dos super-heróis, Whedon eliminou a sisudez dos personagens e os devolveu à essência: heróis saídos das histórias em quadrinhos.

Sem medo de ser gibi, a história de Liga da Justiça mostra o mundo em desespero após a morte do Superman. O clima de medo atrai um grupo de alienígenas que se alimentam deste sentimento – os parademônios – e, junto com eles, vem também seu líder: o poderoso Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), que vê uma oportunidade de tentar dominar o planeta e transformá-lo numa versão de seu planeta-natal.

A trama revela, inclusive, que Lobo da Estepe já esteve em nosso planeta cinco milênios antes, mas foi derrotado pela união dos atlantes, amazonas, humanos, deuses e outros aliados (que não vamos revelar para preservar a surpresa) numa batalha inspirada no clássico O Senhor dos Anéis. Com isso, três caixas maternas foram colocadas sob a guarda dos atlantes, das amazonas e dos humanos e são elas que o vilão precisa resgatar para cumprir seu objetivo.

lobo-da-estepe-vilao-de-liga-da-justica

Ao descobrir a presença de um parademônio em Gotham, Batman (Bem Affleck) convoca sua parceira Diana (Gal Gadot) para para buscar os heróis descobertos nos vídeos roubados de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) e formar uma equipe a fim de impedir a invasão do planeta. Assim, Batman e Mulher-Maravilha recrutam Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Cyborg (Ray Fisher) para honrar o legado do Homem de Aço e salvar o mundo.

Em meio a tudo isso, o próprio Superman (Henry Cavill) volta da morte (não vamos dizer como) e se junta ao grupo - um retorno já esperado, mas totalmente diferente dos quadrinhos. O herói retorna muito mais inspirador, sorridente e com uniforme com cores vivas e brilhantes.

A diferença de tom dos dois editores é evidente – a marca de Snyder se mostra nos momentos iniciais, com sequências cheias de câmeras lentas e cenas escuras, enquanto que as de Whedon são mais claras e bem humoradas – e acredite: as piadas são boas e não são excessivas, cumprindo a função de quebrar a tensão, sem ridicularizá-la – algo que não acontece no recente Thor: Ragnarok.

Os heróis funcionam bem em equipe e têm ótimas cenas de ação, algo que parecia impensável com dois diretores com estilos tão opostos. O Flash, que parecia perdido nos trailers, se mostrou um personagem bacana nas telas (muito embora sua personalidade abobalhada e infantil permaneça). Já o Aquaman, que ser a grande surpresa do longa, aparece bem apagado, apenas cumprindo seu papel nas cenas em que protagoniza e nada além disso. O mesmo não acontece com Cyborg, que ganhou grande destaque na trama e uma interpretação honesta de Ray Fisher.

Um dos problemas do filme está no vilão, que não tem o mínimo carisma para segurar uma superequipe do porte da Liga da Justiça. Outro problema está no clímax, que resolve tudo muito rapidamente e sem nenhuma emoção, demonstrando exatamente o que aconteceu nos bastidores: o filme precisa ser encurtado e precisa ter seu final solucionado rapidamente. Simples assim. No entanto, isso não atrapalha o conjunto da obra e resulta num filme agradável de ver coma família, bom para fãs de quadrinhos e também para quem nunca colocou a mão num gibi dos heróis.

Vale destacar também que existem várias referências aos quadrinhos – nada gratuito, como acontece em Batman v Superman – e participações especiais bem interessantes. E, cabe o alerta: o filme tem duas cenas pós-crédito, uma melhor que a outra. Liga da Justiça é um filme otimista, com alguns problemas, mas aponta um acerto no rumo do universo cinematográfico da DC. Além disso, é uma oportunidade única de poder ver os maiores super-heróis dos quadrinhos lutando juntos. Resumindo em uma frase: é um filme que faz justiça aos personagens.

Cotação: ****

Nível de poder: Máximo ||||

Lançamento: Alfa: A Primeira Ordem

 CAPA-FINAL-ALFAWEB

Finalmente, a revista Alfa: a Primeira Ordem – revista em quadrinhos que reúne os principais super-heróis brasileiros numa equipe - ganha data de lançamento em São Paulo. Será no dia 2 de Dezembro, na faculdade Alpha Channel (o nome da faculdade foi uma feliz coincidência, acredite), situada na Vila Mariana (veja endereço abaixo). O evento contará com a presença do desenhista Marcio Abreu e outros autores dos personagens presentes na revista além de exposição dos originais e palestras . A revista também terá seu lançamento no Rio de Janeiro em data a ser divulgada.

marcio-01

A HQ foi financiada pelo site Catarse no início deste ano e será lançada pela Editora Kimera, que também é responsável pelo lançamento das revistas do Capitão R.E.D e Lagarto Negro na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, neste ano. Com 56 páginas, formato 16 cm X 25 cm e papel couché 115g, a história tem roteiro de Gian Danton, arte de Marcio Abreu e cores de Vinícius Townsend. A história não tem ligação com “Protocolo: A Ordem”, publicação anterior, também financiada pelo Catarse e lançada de forma independente.

ALFA-pagina-07 bMarcio-AbreuWeb2

Serviço:
Evento de Lançamento Alfa: A Primeira Ordem – Parte 1
Data: 2 de dezembro de 2017
Horário: das 10h às 16h00
Local: Alpha Channel Faculdade – Rua Vergueiro 3032 – Vila Mariana (próximo à estação Vila Mariana do Metrô)